Álcool? uma simples caipirinha e um copo de champanhe e já me deu um momento de estupidez para esquecer... Uma noite em beleza, a terminar ainda pior, mas passa...
Transtornada, pois claro que também - oh pah, amiga já eu quis ser muitas vezes e lutei muito por isso e não me deixaram, não é certo? E agora, sou mal educada? Pois claro que viro a cara e rejeito. Tratam-te com indiferença e depois tratam-te mal numa exigência para que a indiferença e rejeição da outra parte se mantenha e depois, depois simplesmente pensam que têm o direito a sorrisos. Pois está claro que não. E andam às "lambidelas" estes que julgam sofesticados e não são mais que uns caninos. (Com todo o respeito aos caninos, pois está claro). Assim, só uns poucos putos de 15 anos, agora pré-trintões é ridículo. (És ridículo.) Eu não fui por aí, eu não iría por caminho tão reles.
Desejo-lhe tudo de bom, mas bem longe - é difícil entender?
PS: Este blog é intitulado de Confissões e Números, prometo que as próximas entradas recairão sobre os NÚMEROS! Pesso desculpa, por expor a minha raiva assim...
domingo, 14 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Pois é… 8 de Outubro e ainda não estou colocada! Não deveria
estranhar, tão pouco me preocupar, já que no ano passado o Outubro era de
sedentarismo intercalado com angústia devido à indefinição análoga à que me
encontro hoje também. Porém a partir de Novembro tudo se avizinhava tranquilo e
seguro. Mas perante a atual crise do país, e da classe dos professores em
particular, a agonia pode sufocar. Novembro continuará a ser Outono e sou
temente ao Inverno que ai vem. Não tenho sufocado ainda, adormecer sem
despertador ativo e acordar sem dia planeado leva-me a estar tranquila a maior
parte dos dias… Mas hoje acordei tristonha, ansiosa, desiludida… Oh, porra,
preciso de trabalhar, necessito mesmo de uma escola, de ensinar, de aprender,
da confiança, admiração, carinho, amizade, birra, jogo de emoções dos “meus pequenos”…
Mas sim, otimismo, eu vou ser colocada em breve!terça-feira, 24 de julho de 2012
Está na hora de recomeçar...
E porque há que sair das "saias" da progenitora e rumar em outras direções porque o ar nos obriga, hoje alarguei-me na seleção de zonas e concelhos e é bem provável que me vá...
(e termino esta frase enchendo os pulmões, num volume umas tantas vezes superior ao habitual, e libertando lentamente de seguida o ar conseguido)...
(e termino esta frase enchendo os pulmões, num volume umas tantas vezes superior ao habitual, e libertando lentamente de seguida o ar conseguido)...
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de tinão há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
- Eugénio de Andrade
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